IX Sarau: uma noite de teatro, música e dança inspirados na cultura pernambucana

“Pernambuco falando para o mundo”. Não haveria frase mais adequada para servir de tema à 9ª edição do Sarau que o slogan de um das rádios mais tradicionais do Estado. Na noite da última sexta-feira (29), através de um elenco formado por alunos do 9º ano do Fundamental ao Ensino Médio (1º e 2º anos), a cultura pernambucana falou para o “mundo” de espectadores que ocupou o pátio e o auditório do colégio. As performances buscaram resgatar grandes nomes da nossa literatura, música e dança, e também se basearam na produção artística de estudantes do elenco.

A abertura do Sarau, no auditório, fez um lindo – e lírico – sumário do que estava por vir. Começou com o número “Pernambuco falando para o mundo”, apresentado pelo grupo de teatro do Visão, que declamou frases célebres dos principais artistas da literatura e da música pernambucana. Em seguida, o grupo de dança homenageou Lenine e sua canção “Leão do Norte” e o Coral Visão apresentou um repertório à capela que foi do Hino Oficial de Pernambuco a “Tu Vens”, de Alceu Valença.

No pátio, foi o momento para o público se animar com o frevo e as primeiras representações teatrais de grandes mestres da literatura do nosso Estado. No térreo, os estudantes encenaram, entre outras adaptações, as obras “O Bicho”, de Manuel Bandeira e “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. E ainda falando de Melo Neto, destaque para a impactante declamação do poema “Cão sem Plumas”, do alto dos corredores do 1º andar, circundando o público maravilhado abaixo, naquele mesmo pátio.

De volta ao auditório, mais uma sequência de apresentações teatrais, com destaque para a declamação encenada do texto “Pernambuco ontem e hoje” do aluno do 2° ano A, Vinícius Falcão. As adaptações de “Lisbela e o Prisioneiro”, de Osman Lins e “O Auto da Compadecida”, do paraibano radicado pernambucano, Ariano Suassuna, foram o toque de humor do espetáculo.

Em espaço dedicado à cena de compositores da atualidade, a cantora Clarice Falcão foi homenageada com uma dramatização de sua canção “Eu me Lembro”. E não poderia faltar o malungo Chico Science, lembrado em coreografia inspirada na música “Rios, Pontes e Overdrives”, do disco “Da Lama ao Caos” composto junto ao grupo Nação Zumbi.

O encerramento do espetáculo ficou por conta da emocionante apresentação das alunas do 2º ano C, Caroline Hellen e Letícia Lopes, com coreografia baseada na canção “Súplica Cearense”, poesia de Patativa do Assaré musicada por Luiz Gonzaga.

O 9º Sarau do Visão contou com a orientação pedagógica dos professores Alexsandro Souto Maior (Literatura), Eduarda Pereira (Língua Portuguesa), Isabella Marques de Oliveira (Literatura), Samuel Lira (Música) e Lucrécia Forcioni (Teatro).

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